domingo, 21 de setembro de 2014

"Deusa"

Era uma medrosa que tropeçava nas palavras e as interpretavas de uma forma única. Achava que era a melhor, ainda acho, não sei. Nunca se deixava interpretar, nunca soube dizer o que queria. Era egoísta, se achava a deusa da historia. Idolatrem a mim, apenas a mim, façam o que eu mando. Só queria atenção, só queria amor sem saber se era capaz de retribuir qualquer forma do que ela considera inexistente, o amor.

Nunca soube o que queria, talvez esse foi o maior problema. Talvez soubesse o que queria mas a necessidade de superioridade a impedia de aceitar que o que realmente queria era ser normal. Impossível compreensão para meros curiosos que apenas querem o poder de penetrar na mente alheia.

É complicado o fato de normalidade, ser normal não é bem aquele objetivo. Criar o irreal é mais fácil do que ir atras da realidade, claro, acreditar na superioridade e convencer a todos mesmo que por dentro ela esteja despedaçada, ainda sim, sorrir e ser superior "É só não deixar a cabeça abaixar que todos a sua volta acreditarão que ela é o que diz ser, uma deusa, que com nada se importa". Ou talvez realmente não se importe, não sei, nem ao menos fui capaz de compreender.

Tinha o defeito da manipulação, via pessoas como fantoches e por mais que ela tivesse seus "bonecos favoritos" e que nem todos ela tivesse controle, ainda sim, não se atingia com o que vinha dos mesmos. Conhecendo o poder que se tem ao conhecer a mente, por que então revelaria a sua à alguém?

Eu escrevo esse texto tentando decifra-la, não sei quem ele era mesmo que fosse eu descrita em terceira pessoa, só sei que ela nunca foi o que queria ser. E muito menos o que eu imaginava ser.

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