terça-feira, 31 de março de 2015
Manual imaginario de como ser humano
No manual imaginário de como ser humano diz que devemos fingir importarmos com os outros – sim fingir, porque humano de verdade é egoísta. Acho que essa historia é herança daquelas baboseiras de igreja de “amor ao próximo” ou alguma regra moral pra tentar deixar a sociedade mais bonitinha. Para agir igual humano e não ser chamado de monstro você tem a obrigação de se importar com qualquer tragédia que aconteça, ajudar e falar mal de quem não quer ajudar. Se muitas pessoas morrerem, você tem que fingir que ficou ficar triste, mesmo que você não conheça ninguém que morreu e que a morte seja uma das coisas mais naturais do mundo. É aquela historia de que você pode ser/ter/fazer o que quiser desde que o que você mostre para os outros se encaixe nas regras do manual imaginário de como ser humano, caso contrario, você será uma péssima pessoa, um mau-carater, um infeliz. Se fulano assumir que não se importa com os outros, mesmo ele nunca tendo feito mal para alguém, ele será chamado de sem-coração. As pessoas são tão egoístas que não querem saber de como você é bom, elas só querem saber do que você fez que as beneficiou, falar que não quer ajudar em alguma campanha é mostrar que você não está disposto a se prejudicar em prol do outro – seja perdendo tempo ou dinheiro que poderia ser usado com você mesmo – e isso sim irrita as pessoas. Pra elas tudo tem que ser voltado a elas e se alguém quiser ser franco o suficiente e assumir que é egoísta, ele é errado, é monstro, é repugnante. O caráter pregado pela sociedade não passa de formalidades que devemos seguir em publico. A sinceridade só deve existir se ela for boa, senão, pode mentir a vontade.
O que resta é decidir se você quer ser humano, ético ou ter caráter.
“Envergonhar-se da sua imoralidade: eis um degrau da escada em cujo fim as pessoas acabam por se envergonhar também da sua moralidade” Nietzsche
O que resta é decidir se você quer ser humano, ético ou ter caráter.
“Envergonhar-se da sua imoralidade: eis um degrau da escada em cujo fim as pessoas acabam por se envergonhar também da sua moralidade” Nietzsche
Mais um dia vivi e mais um dia passei me perguntando “pra que viver?” Tudo bem que eu sei que o sentido da vida é matar as suas vontades mas o problema que eu vejo é justamente nisso. Pra que acabar com as suas vontades se no final vamos morrer mesmo?
O pior é que nunca saberemos quando será esse final e muito menos quantos desejos concluiremos até lá. Podemos morrer atropelados por um ônibus, engasgados com uma ervilha ou com um ataque fulminante durante o sexo. Tudo acaba antes de todas as vontades serem satisfeitas, então, qual a diferença de morrer agora ou daqui dez anos?
Eu sei que meus textos sempre chegam ao assunto morte ou são sobre ela mas o que eu poderia fazer se é só nisso que eu penso?
Você poderia falar para eu me matar logo, ótima solução na verdade. Só que eu te responderia com uma frase que li em algum Tumblr suicida por ai: “Eu não tenho medo da morte, eu tenho medo do que pode acontecer se eu falhar”.
A ideia de suicidio é fascinante, o problema são as possiveis falhas. Se todos aqueles que já pensaram em suicidio um dia, tivessem a certeza de que não iria doer ou sofrer, metade da população não existiria.
Ah se eu tomasse todos os comprimidos da minha casa com a certeza que eu não sobreviveria e tivesse sequelas… Ou que se pulasse de um prédio eu não sofreria o impacto…
Desculpa se eu o desapontei por te dar a ilusão que no final deste texto você teria a resposta para o sentido da vida. Eu não tenho essa resposta até porque eu acredito que não exista uma.
Eu posso não ter te dado um motivo para viver mas eu posso te dar dois para não se matar: 1. Pode doer 2. Pode falhar. E se eu bem conheço o ser humano (e a mim mesma) o medo dessas duas coisas será suficiente para nos não nos matarmos.
Então, viva a covardia humana, graças a ela, nos ainda temos coragem de viver.
O pior é que nunca saberemos quando será esse final e muito menos quantos desejos concluiremos até lá. Podemos morrer atropelados por um ônibus, engasgados com uma ervilha ou com um ataque fulminante durante o sexo. Tudo acaba antes de todas as vontades serem satisfeitas, então, qual a diferença de morrer agora ou daqui dez anos?
Eu sei que meus textos sempre chegam ao assunto morte ou são sobre ela mas o que eu poderia fazer se é só nisso que eu penso?
Você poderia falar para eu me matar logo, ótima solução na verdade. Só que eu te responderia com uma frase que li em algum Tumblr suicida por ai: “Eu não tenho medo da morte, eu tenho medo do que pode acontecer se eu falhar”.
A ideia de suicidio é fascinante, o problema são as possiveis falhas. Se todos aqueles que já pensaram em suicidio um dia, tivessem a certeza de que não iria doer ou sofrer, metade da população não existiria.
Ah se eu tomasse todos os comprimidos da minha casa com a certeza que eu não sobreviveria e tivesse sequelas… Ou que se pulasse de um prédio eu não sofreria o impacto…
Desculpa se eu o desapontei por te dar a ilusão que no final deste texto você teria a resposta para o sentido da vida. Eu não tenho essa resposta até porque eu acredito que não exista uma.
Eu posso não ter te dado um motivo para viver mas eu posso te dar dois para não se matar: 1. Pode doer 2. Pode falhar. E se eu bem conheço o ser humano (e a mim mesma) o medo dessas duas coisas será suficiente para nos não nos matarmos.
Então, viva a covardia humana, graças a ela, nos ainda temos coragem de viver.
Não quero saber de abraços, de frases de autoajuda ou de promessas de que tudo vai melhorar. Não sei quem é que acredita nessas coisas, só devem acreditar porque é a única coisa que lhe restam. Quem foi que disse que a esperança é a ultima que morre? Acho que a minha nem nasceu. Será que psicólogo ajuda as pessoas mesmo? Lembro de um filme que a mãe troca de corpo com a filha e fala pra filha atender os pacientes respondendo com “e como você se sente sobre isso?” Sei lá, essa é a imagem que eu tenho de um psicólogo, alguém que GANHA DINHEIRO pra te ouvir, me parece tão coisa de gente que não tem amigos. Eu tenho amigos? Não sei e se tenho, não os quero agora. Quero só ficar jogada na minha cama, quieta, me enganando sozinha. Não preciso de gente fingindo que se importa, se me perguntarem como eu estou, desabarei. Então me deixe aqui, torcendo para que o fim do mundo chegue logo ou que eu encontre o bilhete premiado da mega-sena. Tanto faz.
domingo, 22 de março de 2015
sábado, 21 de março de 2015
Estou pairando no universo
Acima de uma conspiração cosmo estrelar
luz me guia, se leva.
Sob toda pressão universal
E toda ditadura evolutiva
Me leva.
Me leva pra onde eu possa brilhar sem que a saudade apague minha luz.
Pra onde os sonhos não se percam
E a beleza da vida transpareça.
Que cada canto seja confortável como aquele abraço.
E doce como aquele beijo atrapalhado cheio de sorrisos entre eles.
Quero voar longe. Me sentir perto
Sem o gosto da tristeza em minha alma
Sem a escuridão de uma vida perdida entre noites de saudade e alguns comprimidos.
Cosmo celestial, me leva.
Acima de uma conspiração cosmo estrelar
luz me guia, se leva.
Sob toda pressão universal
E toda ditadura evolutiva
Me leva.
Me leva pra onde eu possa brilhar sem que a saudade apague minha luz.
Pra onde os sonhos não se percam
E a beleza da vida transpareça.
Que cada canto seja confortável como aquele abraço.
E doce como aquele beijo atrapalhado cheio de sorrisos entre eles.
Quero voar longe. Me sentir perto
Sem o gosto da tristeza em minha alma
Sem a escuridão de uma vida perdida entre noites de saudade e alguns comprimidos.
Cosmo celestial, me leva.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Borderline girl
Sou condenada à uma personalidade determinada
Condenada à impulsão, a dependência.
É eternamente viver ao fio da navalha.
É estar dançando e minutos depois se ver no fundo de um poço qualquer como se a vida não valesse tão a pena assim.
É querer o mundo ora rosa, ora azul e no fundo saber que ele não vai mudar de cor.
É perder o sentido de viver.
É saber que não tenho aquela vida normal.
Aos 19, sou criança de 8 anos.
Sou perdida, sou sozinha
Quero, não quero, desonro o que não é espelho.
É narcisismo com auto-ódio.
E eu que não achava 1 motivo pra perder o amor, achei em mim 13.
Senti minha alma se rasgando ao lembrar daqueles motivos.
E dói. Ainda dói.
Disseram-me que sou incapacitada de amar.
Como? Desmanchar-me de saudades daquele abraço não é amar?
Em que universo paralelo estou?
Como sair de tal pseudologia fantástica?
Me salve? Me busque? Faz novamente eu acreditar que sou melhor que isso?
Faz-me acreditar que tu não és mais uma das minhas idealizações
Não seja o que eu quero
Seja o que preciso.
Sua borderline girl. Ou uma delas.
Condenada à impulsão, a dependência.
É eternamente viver ao fio da navalha.
É estar dançando e minutos depois se ver no fundo de um poço qualquer como se a vida não valesse tão a pena assim.
É querer o mundo ora rosa, ora azul e no fundo saber que ele não vai mudar de cor.
É perder o sentido de viver.
É saber que não tenho aquela vida normal.
Aos 19, sou criança de 8 anos.
Sou perdida, sou sozinha
Quero, não quero, desonro o que não é espelho.
É narcisismo com auto-ódio.
E eu que não achava 1 motivo pra perder o amor, achei em mim 13.
Senti minha alma se rasgando ao lembrar daqueles motivos.
E dói. Ainda dói.
Disseram-me que sou incapacitada de amar.
Como? Desmanchar-me de saudades daquele abraço não é amar?
Em que universo paralelo estou?
Como sair de tal pseudologia fantástica?
Me salve? Me busque? Faz novamente eu acreditar que sou melhor que isso?
Faz-me acreditar que tu não és mais uma das minhas idealizações
Não seja o que eu quero
Seja o que preciso.
Sua borderline girl. Ou uma delas.
segunda-feira, 16 de março de 2015
quinta-feira, 12 de março de 2015
Confesso a vocês, não sei ao certo se com pesar ou satisfação, que nesse delicioso e interminável laboratório de observação da vida alheia, a cada dia eu tenho achado mais graça nas relações que passam depressa. Aquelas bem ligeiras mesmo, que duram só o tempo da paixão. Ou da sedução. Da confusão. Da ilusão. Aquelas mais cruas, mais rasas, sem nenhuma grande intenção. As que são só pela curtição ou pelo tesão. Geralmente as sem precaução.
Obviamente preservo toda a minha admiração e apreço por aqueles que detêm a escassa sabedoria para manter uma relação bonita e respeitosa quando acaba a paixão. Entendo também que uma hora a relação-supetão perde o sal e tudo o que a gente procura, pelo menos na maioria das vezes, é o aconchego do abraço companheiro que os mais aventureiros chamam de morno e outros tantos de sereno.
Mesmo assim digo isso porque há uns cinco anos, quando eu carregava dezenas de ilusões a mais e uma dúzia de relações a menos, meu grande anseio, sabe lá Deus porquê, era uma relação que durasse. Eu queria, a qualquer custo, um relacionamento que desse certo. Queria que deixasse de ser pegação e se revestisse de tradição. Queria braços dados. Queria uma mãe pegajosa me chamando de norinha. Queria uma aliança no dedo para firmar compromisso. Queria fila de restaurante no 12 de junho e no 14 de fevereiro também só para garantir que a relação fosse reconhecida internacionalmente.
Hoje, com a mente realocada por algumas relações apressadas, eu vejo o quanto o meu conceito de “dar certo” era equivocado. A relação não precisa durar para dar certo. Precisa apenas proporcionar meia dúzia de risadas e uns momentos de euforia. Precisa ter congelado o estômago e aquecido as mãos por alguns instantes. Precisa ter ensinado meia dúzia de coisas ainda que maioria delas não lhe sirva para nada.
Vejo também que essas são as relações que nos tornam mais interessantes. É nelas que a gente produz a bagagem para talvez um dia conseguir viver uma relação estável possivelmente feliz. É nessas paixões, nos envolvendo com pessoas que escancaradamente não tem a ver com a gente, que distinguimos nossos gostos e desgostos e nos tornamos positivamente mais exigentes.
desilusão de perceber que tem muito machistinha por aí disfarçado de mente aberta mas temos gratas surpresas ao conhecer os noveleiros que também ouvem um sertanejo sofrido de vez em quando.
Por isso, sugiro que vocês aproveitem cada segundo das delícias e angústias das suas relações depressa e todas as bobagens que elas têm a ensinar. Provavelmente elas causarão certa ansiedade mas relaxem que depois é só mais uma história para contar. Deixo claro desde já que vocês não têm grande sintonia e que logo você vai perceber que foi melhor mesmo não durar. Só aproveita. Aproveita mesmo porque logo logo vai passar.
Observar o que leva as pessoas a ser quem são é uma das coisas mais curiosas da vida, e eu sempre gostei de matar meu tempo com isso. Na maioria das vezes não encontro qualquer resposta: O chato é chato porque gosta de sê-lo e ponto final. Algumas coisas simplesmente são, e não se pode querer mudá-las ou mesmo compreendê-las.
Vez ou outra esse tipo de reflexão sem sentido me leva a algum lugar, como, por exemplo, enxergar a autodefesa por detrás da arrogância e a solidão por detrás da frieza. Eu não me canso de repetir: autossuficiência é afrodisíaca. Nós gostamos de estar perto de pessoas que se bastam. Agem como se não precisassem de nada nem ninguém, e isso é fascinante.
É preciso, entretanto, enxergar além: ninguém é tão autossuficiente a ponto de não precisar de amor. O amor não é dispensável nem pelo mais autêntico dos seres. Todos nós dependemos dele. Não importa se você não gosta de abraços ou declarações: Existem muitas formas de amor, inclusive as omissas, e você, decerto, precisa de alguma delas.
A verdade por detrás da frieza é uma necessidade descomunal de amor. Uma necessidade tão grande que não consegue se revelar – fica subentendida, por medo de represálias. Por medo de não saber como manifestar-se. Por medo, na verdade, de perder de uma vez só, perde-se aos pouquinhos. A frieza é a autodefesa da necessidade exagerada.
É difícil e até arriscado falar com tanto desprendimento dos sentimentos alheios – ou da falta deles. Mas é fácil reparar: Pessoas frias não sofrem da ausência de sentimentos. Elas apenas os suprimem, os guardam tão bem guardados que não conseguem compartilhá-los. E, em meio à falta de habilidade para sentir e amar, vem a solidão. Solidão que essas pessoas fazem questão de degustar – preferem o inferno da abstinência de amor, a terem que livrar-se de suas armaduras, de seus medos, de seus escudos, tamanha a dor que o desabrochar dos sentimentos lhes causa.
21 de outubro de 2013
A verdade por trás de uma pessoa fria.
Observar o que leva as pessoas a ser quem são é uma das coisas mais curiosas da vida, e eu sempre gostei de matar meu tempo com isso. Na maioria das vezes não encontro qualquer resposta: O chato é chato porque gosta de sê-lo e ponto final. Algumas coisas simplesmente são, e não se pode querer mudá-las ou mesmo compreendê-las.
Vez ou outra esse tipo de reflexão sem sentido me leva a algum lugar, como, por exemplo, enxergar a autodefesa por detrás da arrogância e a solidão por detrás da frieza. Eu não me canso de repetir: autossuficiência é afrodisíaca. Nós gostamos de estar perto de pessoas que se bastam. Agem como se não precisassem de nada nem ninguém, e isso é fascinante.
É preciso, entretanto, enxergar além: ninguém é tão autossuficiente a ponto de não precisar de amor. O amor não é dispensável nem pelo mais autêntico dos seres. Todos nós dependemos dele. Não importa se você não gosta de abraços ou declarações: Existem muitas formas de amor, inclusive as omissas, e você, decerto, precisa de alguma delas.
A verdade por detrás da frieza é uma necessidade descomunal de amor. Uma necessidade tão grande que não consegue se revelar – fica subentendida, por medo de represálias. Por medo de não saber como manifestar-se. Por medo, na verdade, de perder de uma vez só, perde-se aos pouquinhos. A frieza é a autodefesa da necessidade exagerada.
É difícil e até arriscado falar com tanto desprendimento dos sentimentos alheios – ou da falta deles. Mas é fácil reparar: Pessoas frias não sofrem da ausência de sentimentos. Elas apenas os suprimem, os guardam tão bem guardados que não conseguem compartilhá-los. E, em meio à falta de habilidade para sentir e amar, vem a solidão. Solidão que essas pessoas fazem questão de degustar – preferem o inferno da abstinência de amor, a terem que livrar-se de suas armaduras, de seus medos, de seus escudos, tamanha a dor que o desabrochar dos sentimentos lhes causa.
Frieza não é falta e nem ausência. É excesso: de amor e de intensidade. A frieza só espera um abraço espontâneo, um sentimento que transborde pelos olhos e não precise de palavras, para que possa permanecer ali – intacto – em uma redoma de monossílabos vestidos de medo, sem que se tenha que pagar o preço com a solidão dos que pensam que não sabem amar. Mas sabem. Acredite – Eles sabem.
Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.
- Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança.
- Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranóias, mas nada de grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada. Estou todo sensível, as coisas me comovem...
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Qual é o sentido da vida?
Qual o sentido da vida? Por que você acorda todos os dias, primeiro para estudar e depois para trabalhar? Você poderá me dizer que é para ter dinheiro e fazer o que quer. Mas por que você sacrifica todos os seus dias estudando e trabalhando, para chegar no final de semana e ter mais obrigações para se fazer, como limpar a casa, e com isso, não ter tempo para fazer o que quer? É praticamente correr atrás de algo que nunca será alcançado. Mas também se você não trabalhar e estudar, não conseguirá um dia fazer o que quer. É como jogar na loteria, você aposta o que tem para que assim, talvez, consiga ter o que quer. Como todo mundo tem em mente, é quase impossível GANHAR na loteria então já dá de se entender que é quase impossível ter e fazer o que quer. Se você não reparou, essas linhas escritas foram feitas envolvendo um único verbo: TER. Seria então, o sentido da vida, ter? Mas e aquela historia de Ser e o que ser é melhor que o ter? Será que essas frases não passam de uma consolação para que as pessoas não tentem entender que na verdade, o sentido da vida é ter? E por poucos terem, só esses poucos vivem de verdade? (Recomendo aqui, a leitura deste meu texto)
A nossa vida é rodeada de ter e ser, mas para ser, primeiro você tem que ter. Pra você nascer: tem que ter uma mãe. Para viver: Tem que ter comidas, roupas, moradia, saúde, educação, etc. Depois de estar com a barriga cheia, limpinho e agasalhado você poderá pensar em ser. Mas o que é ser? Desculpe, não consigo descrever um ser, sem o ter. Aposto também, que ninguém consegue descrever o ser sem o ter. Talvez diga que é ter um nome, um emprego, uma família, uma casa, uma ideologia mas tudo não passará de um ter. O ser está relacionado a posse tanto quanto o querer, e como já disse acima, o sentido da vida é fazer o que quer. Consideremos então, que o querer é um sentimento, logo, a vida, não passa de um eterno negocio, em que os sentimentos são variáveis que impulsionam as trocas. Só que todos sabemos que o melhor INVESTIMENTO é feito quando você age com a razão, não com o sentimentos. Com essa sabedoria, entendemos que, para se ter o que quer, temos que controlar os nossos sentimentos – o querer. Nesse ponto, pensamos o seguinte: “Se for para viver uma vida em busca de um querer, que deve ser controlado para assim, poder ter o que quer, pra que viver?” A resposta está na própria pergunta, a vida, é um eterno querer e caso um dia, você consiga tudo o que quer, não haverá mais sentido viver
A nossa vida é rodeada de ter e ser, mas para ser, primeiro você tem que ter. Pra você nascer: tem que ter uma mãe. Para viver: Tem que ter comidas, roupas, moradia, saúde, educação, etc. Depois de estar com a barriga cheia, limpinho e agasalhado você poderá pensar em ser. Mas o que é ser? Desculpe, não consigo descrever um ser, sem o ter. Aposto também, que ninguém consegue descrever o ser sem o ter. Talvez diga que é ter um nome, um emprego, uma família, uma casa, uma ideologia mas tudo não passará de um ter. O ser está relacionado a posse tanto quanto o querer, e como já disse acima, o sentido da vida é fazer o que quer. Consideremos então, que o querer é um sentimento, logo, a vida, não passa de um eterno negocio, em que os sentimentos são variáveis que impulsionam as trocas. Só que todos sabemos que o melhor INVESTIMENTO é feito quando você age com a razão, não com o sentimentos. Com essa sabedoria, entendemos que, para se ter o que quer, temos que controlar os nossos sentimentos – o querer. Nesse ponto, pensamos o seguinte: “Se for para viver uma vida em busca de um querer, que deve ser controlado para assim, poder ter o que quer, pra que viver?” A resposta está na própria pergunta, a vida, é um eterno querer e caso um dia, você consiga tudo o que quer, não haverá mais sentido viver
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada
É estranho que por mais que eu não sinta nada por você (ou finjo que não sinto) toda vez que toca "Fix you- Coldplay" eu me lembro de você. Da sua perfeição. A letra inteira me lembra você. Cada estrofe um pedaço seu. Talvez seja porque algum dia no auge da paixão eu cantei essa música no chuveiro te desejando.
Por mais que eu te ache um total idiota, você continua sendo a pessoa mais perfeita possível. Como eu nunca reparei que você era tão imbecil, chato e prepotente? Como eu nunca reparei que você é igual a mim? Deve ser por isso que eu te odeie ou te ame assim. Uma admiração por você ser a minha copia e um ódio pelo motivo obvio de eu me odiar.
Mas a saudade do que éramos é tão grande… O que me deixa mais sem saber o que eu sinto é que eu sei que nunca seremos o que fomos um dia. Eu mudei, você mudou, nos não somos mais quem era. Eu de você e você de mim. Lembra? “Tudo que vocês falam se completam” “você é o meu eu versão fêmea/macho”
Faz tanto tempo que não nos falamos que ja estou esquecendo de você. Você sabe que a minha memória não é boa e que essa minha mentira é repleta. Mas o que está faltando o meu cérebro imagina e o te faz ser perfeito. Talvez seja porque a única coisa que esta sobrando de você é a lembrança de como eu te acho simplesmente perfeito. Desculpa a repetição de palavras mas não há outra palavra melhor para te definir. Talvez seja por essas lembranças que meu cérebro cria e te torna cada vez mas perfeito que eu acho que você sempre será o amor da minha vida. Mesmo que você não goste de tal título.
Eu ainda não acredito no amor mas eu ainda acredito em você, que é quase o mesmo. E droga, como eu ainda quero ouvir a sua voz me ensinando sobre as coisas da vida. Eu não preciso de você, eu sei disso. Mas eu te quero. Ando tentando parar com a mania de ter só o que eu preciso porque se eu parar pra pensar, eu não preciso de nada. Essa idiotice de “pra que? Eu não preciso disso” só me rendeu algumas tentativas de suicídio.
Você é tipo aquele bolo de chocolate ou uma garrafa de vodka. Eu quero mesmo sabendo que faz mal e sei que se tomar, me arrependerei depois. Mas, eu ainda continuo querendo e, se passar na minha frente, não sei se resistiria.
Ainda to resistindo a idéia de te mandar uma mensagem pra saber se esta bem só por curiosidade. Não é porque eu parei de falar com você que eu deixei de me importar. Deixar de me importar contigo seria como deixar de me importar comigo. Você é tão eu que não me espanta você cuspir orgulho o dia inteiro.
Você é tão eu que isso que eu sinto por você me parece uma síndrome estranha em que a pessoa deseja o próprio corpo. Será que existe essa síndrome?
A música já tocou umas 10 vezes enquanto escrevo isso e cada vez que toca me dá uma sensação diferente.Eu te peço em minhas preces, eu te quero e não vou deixar a minha racionalidade intervir nesta minha vontade. Será que você já notou que sou eu, a garota certa? Sinto sua falta
Por mais que eu te ache um total idiota, você continua sendo a pessoa mais perfeita possível. Como eu nunca reparei que você era tão imbecil, chato e prepotente? Como eu nunca reparei que você é igual a mim? Deve ser por isso que eu te odeie ou te ame assim. Uma admiração por você ser a minha copia e um ódio pelo motivo obvio de eu me odiar.
Mas a saudade do que éramos é tão grande… O que me deixa mais sem saber o que eu sinto é que eu sei que nunca seremos o que fomos um dia. Eu mudei, você mudou, nos não somos mais quem era. Eu de você e você de mim. Lembra? “Tudo que vocês falam se completam” “você é o meu eu versão fêmea/macho”
Faz tanto tempo que não nos falamos que ja estou esquecendo de você. Você sabe que a minha memória não é boa e que essa minha mentira é repleta. Mas o que está faltando o meu cérebro imagina e o te faz ser perfeito. Talvez seja porque a única coisa que esta sobrando de você é a lembrança de como eu te acho simplesmente perfeito. Desculpa a repetição de palavras mas não há outra palavra melhor para te definir. Talvez seja por essas lembranças que meu cérebro cria e te torna cada vez mas perfeito que eu acho que você sempre será o amor da minha vida. Mesmo que você não goste de tal título.
Eu ainda não acredito no amor mas eu ainda acredito em você, que é quase o mesmo. E droga, como eu ainda quero ouvir a sua voz me ensinando sobre as coisas da vida. Eu não preciso de você, eu sei disso. Mas eu te quero. Ando tentando parar com a mania de ter só o que eu preciso porque se eu parar pra pensar, eu não preciso de nada. Essa idiotice de “pra que? Eu não preciso disso” só me rendeu algumas tentativas de suicídio.
Você é tipo aquele bolo de chocolate ou uma garrafa de vodka. Eu quero mesmo sabendo que faz mal e sei que se tomar, me arrependerei depois. Mas, eu ainda continuo querendo e, se passar na minha frente, não sei se resistiria.
Ainda to resistindo a idéia de te mandar uma mensagem pra saber se esta bem só por curiosidade. Não é porque eu parei de falar com você que eu deixei de me importar. Deixar de me importar contigo seria como deixar de me importar comigo. Você é tão eu que não me espanta você cuspir orgulho o dia inteiro.
Você é tão eu que isso que eu sinto por você me parece uma síndrome estranha em que a pessoa deseja o próprio corpo. Será que existe essa síndrome?
A música já tocou umas 10 vezes enquanto escrevo isso e cada vez que toca me dá uma sensação diferente.Eu te peço em minhas preces, eu te quero e não vou deixar a minha racionalidade intervir nesta minha vontade. Será que você já notou que sou eu, a garota certa? Sinto sua falta
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