terça-feira, 2 de setembro de 2014

18 anos e sem brilho algum em seus olhos. Sua face, sem expressão, seu sorriso amarelo e forçado, remetia a uma forma de fuga. É possível sentir medo ao olhar-se no espelho e ver tal vazio num rosto tão jovem. Não é mais qualquer abraço que a aquece, ninguém mais a faz chorar ou sorrir com gosto, nada abala e a falta de vida que habita seu ser é imensa e devastadora. É estar ali e ao mesmo tempo não estar, é sorrir sem vontade, beijar sem desejo. É ser um mistério, que palavras não podem desvendar, é um café quente que ninguém quis tomar, é um livro aberto que não há quem ler, é fogo que não queima, água que não molha, é vida sem viver.
 -Longhi

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