(...)
Ô coisas tôdas vãs , tôdas mudaves!
Qual é o coração que em vós confia?
Passando um dia vai, passa outro dia,
Incertos todos, mais que ao vento as naves.
Eu vi já por aqui sombras e flôres,
Vi águas e vi fontes, vi verduras,
As aves vi cantar tôdas d'amores.
Mudo e sêco é já tudo, e de mistura
Também fazendo-me eu fui de outras côres;
Se tudo o mais renova, isto é sem cura.
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