quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Pessoas são substituíveis

Assim como aquela peça de roupa que compramos, usamos-as como se não houvesse nada melhor, mas após a quarta ou quinta vez de uso, as esquecemos no fundo do guarda roupa e outra peça se torna a favorita, ou talvez como enjoamos fácil daquele nosso modelo de carro, celular e sempre os substituímos, podemos fazer o mesmo o com pessoas, na verdade, naturalmente fazemos isso, mesmo sem perceber.
As vezes temos costume de falar com uma pessoa e com o tempo ela se afasta, palavras, conversas, vontade, todas se vão e achamos isso absurdo, pensamos que fomos iludidos, que não significamos nada, mas não, é apenas o tempo fazendo seu tipo propósito, mudar. A vontade do novo, de conhecer pessoas, de mudar rotina predomina.
O que eu não consigo entender é essa dificuldade de aceitar os fatos que temos, é claro, não entendo como podemos achar que lamentar em redes sociais vai fazer alguém voltar, uma dor sumir… Ou talvez somos apenas meras carentes de atenção implorando pra não ser invisível? O que não notamos é que ninguém se importa, vivemos em um mundo individualista, onde nós somos importantes pra nós e apenas isso.
Por isso às vezes a vida faz mais sentido sozinha, contendo-me comigo, ouvindo o som do silencio, afogando-me em minha própria angústia, com meu baseado, um licor forte e uma boa música como companhias. Talvez se as pessoas entendessem que nada é pra sempre, que tudo sempre muda e que todos, se vão, exceto nós mesmos, tudo funcionaria de forma leve, ou ao menos sem tanto auto-sofrimento que nos causamos por dores alheias.

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